Entidades vão atuar no Plano de Contingência Municipal com mapeamento de empresas em áreas de risco e apoio às ações de prevenção
A AEMFLO e CDL São José deram mais um passo na integração entre o setor produtivo e o poder público para fortalecer a prevenção a eventos climáticos extremos. Em reunião realizada nesta terça-feira (4), na sede da entidade, empresários, representantes da Prefeitura de São José e da Defesa Civil Estadual discutiram as ações de preparação para uma possível ocorrência do fenômeno El Niño e oficializaram a participação da entidade no Grupo de Ações Coordenadas (GRAC) do Plano de Contingência Municipal (PLACOM).
Preparação para possíveis impactos do El Niño
Durante o encontro, o assessor técnico da Gerência de Operações (GEROP) da Diretoria de Gestão de Desastres da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, Rodrigo Nery e Costa, destacou que existe atualmente 81% de probabilidade de ocorrência do El Niño. No entanto, segundo ele, ainda não é possível afirmar se o fenômeno atingirá Santa Catarina.
“O mais importante não é saber se ele vai atingir o Estado, mas como o empresário pode se preparar para evitar prejuízos que comprometam a continuidade do seu negócio. É preciso acompanhar os alertas com antecedência e planejar as ações”, afirmou.
Rodrigo também ressaltou a parceria histórica entre o setor empresarial e a Defesa Civil.
“O empresariado é sempre muito solícito e apoia a Defesa Civil antes, durante e depois das ocorrências. Em situações como essa, será preciso trabalhar tanto na normalidade quanto na anormalidade.”
Plano de Contingência e atuação integrada
A secretária de Segurança, Defesa Social e Trânsito de São José, Andrea Luiza Grando, explicou que o Plano de Contingência Municipal organiza a atuação dos diversos órgãos envolvidos na resposta a desastres.
“É nos municípios que as situações acontecem e cabe ao município elaborar o plano de contingência. Esse conjunto de medidas formaliza a mobilização, estabelece uma governança integrada e antecipa as ações necessárias para reduzir os impactos”, destacou.
Como parte dessa integração, a Prefeitura oficializou a participação da AEMFLO e CDL São José no GRAC, grupo responsável por coordenar as ações previstas no PLACOM.
Mapeamento de empresas em áreas de risco
Entre as primeiras iniciativas conjuntas está o mapeamento das empresas localizadas em áreas de risco. A Prefeitura fornecerá as regiões com possibilidade de serem atingidas e a AEMFLO e a CDL SJ farão o levantamento das empresas instaladas nesses locais, incluindo o número de colaboradores.
O objetivo é facilitar a comunicação, orientar medidas preventivas e organizar o suporte aos empresários e trabalhadores em caso de necessidade.
Outra ação prevista é a articulação com os Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil, permitindo que colaboradores que residem em áreas de risco também contribuam para ampliar a comunicação preventiva dentro das empresas.
Prevenção como parte da gestão empresarial
Durante a reunião, os participantes reforçaram que conhecer os mapas de risco e elaborar planos de resposta faz parte da gestão dos negócios. Assim como as empresas desenvolvem planejamento para enfrentar desafios econômicos, também precisam estar preparadas para responder a eventos climáticos extremos.
A presidente da AEMFLO e CDL São José, Cintia Pieri, destacou que a integração com a Defesa Civil fortalece a capacidade de resposta do setor produtivo.
“Preparar as empresas para enfrentar eventos climáticos também significa proteger empregos, reduzir impactos econômicos e garantir a continuidade das atividades. Com a participação da AEMFLO e da CDL Sao José no Plano de Contingência Municipal, conseguimos aproximar ainda mais os empresários das ações preventivas e construir uma resposta coordenada entre o poder público e a iniciativa privada.”