
Apenas para manter uma máquina de cartão, o lojista paga entre R$ 80 e R$ 100 mensais, além de 5% do valor das vendas feitas pelo sistema. O varejo ainda precisa esperar 35 dias para receber o repasse do dinheiro. O presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Júnior, diz que, hoje, no país, 70% dos pequenos negócios não aceitam cartão de crédito e os 30% restantes utilizam o serviço apenas porque estão em praças turísticas, onde não sobreviveriam sem a alternativa.
A CNDL luta pela regulamentação do setor e também pela unificação das máquinas das várias bandeiras em uma só. A entidade tem pela frente uma importante reunião para definir o futuro da pauta.
– Vamos a Brasília conversar com o líder do governo no Senado, Romero Jucá, e com o senador Adelmir Santana, vice-presidente da Frente Parlamentar Mista do Comércio Varejista, para, juntos, trabalharmos por um projeto de regulamentação que seja bom para todos, comerciantes, administradoras e consumidores – diz.
O equilíbrio nas relações entre as empresas de meios eletrônicos de pagamento e o varejo é uma das principais bandeiras da CNDL, uma vez que os lojistas de pequeno porte pagam mais para essas empresas do que em tributos, segundo Pellizzaro Júnior.
O projeto do governo pretende equiparar as administradoras às instituições financeiras. A CNDL quer que os cartões ganhem um forte concorrente: o dinheiro. Se os preços dos produtos forem mais caros para pagamento com cartão, as administradoras terão que baixar o custo do serviço para concorrer com o dinheiro vivo. Também está em estudo a redução no prazo de repasse aos lojistas para até 48 horas após a venda. Qualquer que seja a decisão do governo, Congresso e CNDL, o consumidor não pode ser preterido.
Fonte: Diário Catarinense