A pesquisa revela que 16% das pessoas com contas pendentes há mais de 90 dias pertenciam às classes D e E (renda familiar inferior a R$ 905 por mês). Porém, ao avaliar a amostra de adimplentes nessa mesma concentração de consumidores de menor renda (classes D e E), o percentual subiu para 22%.
Referente às diversas posturas frente ao endividamento, para os adimplentes as dívidas são evitáveis. Dentre eles, 93% evitam novas contas, seja controlando os impulsos de compra (37%) ou se planejando financeiramente (56%). Já entre os inadimplentes, 54% afirmam que a dívida que possuem atualmente não poderia ter sido evitada e apenas 38% dizem que o endividamento foi resultado de falta de controle.
Além disso, em relação às finanças pessoais, de modo geral o consumidor apresenta-se sem preparo para qualquer tipo de emergência financeira: 42% dos adultos entrevistados declararam que não guardam dinheiro para uma situação emergencial.
Para os economistas, as pesquisas feitas pelo SPC Brasil comprovam que o brasileiro é carente de educação financeira. Os resultados apontam para uma alta frequência de consumidores impulsivos, levados pela moda, propaganda ou desejo de autoafirmação. E a inadimplência ainda parece estar ligada, em muitos casos, à falta de hábitos simples de planejamento financeiro e de precaução contra emergências.
Fonte: Portal Administradores