O site da AEMFLO E CDL-SJ utiliza cookies, pequenos arquivos, para aprimorar a navegação do site e também para saber mais sobre os visitantes que acessam a página. Por respeito ao princípio da autodeterminação informativa, ao entrar no site o usuário poderá definir previamente suas preferências de cookies. Para saber mais sobre cada tipo de cookie, recomendamos o acesso ao site allaboutcookies.org para auxiliar na decisão sobre quais cookies deseja permitir. Para definir as preferências de cookies, clique em "configurações".

Configurações avançadas de cookies

BC conclui distorções no setor de cartões

O relatório foi publicado no site do BC e, nos próximos 90 dias, estará aberto a comentários de consumidores, lojistas, estudiosos do assunto e da própria indústria de cartões. A partir de então, o BC e os órgãos de defesa da concorrência vão tomar as medidas cabíveis, que poderão incluir o aperto na regulação do setor ou a imposição de mudanças na estrutura dos negócios. “Seguindo o exemplo do que foi feito em outros países, pretendemos ouvir a indústria de cartões nessa etapa”, diz Marciano.


O diagnóstico, que foi divulgado no último dia 31, é o resultado de um convênio assinado em 2006 entre o BC, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça e a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da fazenda. Do ponto de vista do BC, a iniciativa faz parte de um projeto maior para tornar mais eficiente o sistema de pagamento de varejo.


O estudo constata que a indústria de cartões de crédito opera de forma verticalizada, o que inibe o ingresso de competidores. As chamadas empresas credenciadoras, entre as quais se destacam a Redecard (bandeira Mastercard) e a Visanet (bandeira Visa), cuidam de credenciar os lojistas, fornecer os terminais instalados no comércio, capturar e processar as transações, encaminhar os pedidos de autorização das transações e fazer a compensação e a liquidação. “Em virtude dessa verticalização, quem pretende entrar no mercado de cartões é obrigado a fazer altos investimentos para prestar todos esses serviços”, afirma Marciano. “Em outros países é comum o uso compartilhado das redes e terminais de captura de transações, o que abre o caminho para que, por exemplo, outras empresas entrem no credenciamento dos lojistas, oferecendo taxas mais competitivas.”


Outro ponto negativo na estrutura da indústria de cartões no Brasil é que cada bandeira tem um contrato de exclusividade com um credenciador. Assim, por exemplo, no Brasil só a Visanet pode operar com a Visa, e a Redecard, com o Credicard. Em outros países, as bandeiras têm contratos com mais de um credenciador, o que incentiva maior competição entre eles. Além de verticalizada, a indústria de cartões é bastante concentrada. As bandeiras Visa e Mastercard, por exemplo, respondem por 92% dos cartões de crédito ativos e por 89% das transações realizadas. Os quatro maiores bancos emissores de cartões Visa respondem por 72,8% das transações; na Mastercard, esse percentual é de 66,4%.


O lucro das empresas credenciadoras, afirma o estudo, cresceu 302,8% de 2003 a 2007, passando de R$ 575,2 milhões para R$ 2,316 bilhões. O lucro médio anual por cartão emitido ativo passou de R$ 10 para R$ 20 no período. A Visanet teve margem de lucro de 36,8% em 2007, considerando a relação entre lucro líquido e receita líquida, e a Redecard, 53,9%. Os percentuais estão bem acima da margem de 8,3% vista em relatório feito pela Comunidade Européia.


Fonte: Valor Econômico

Compartilhe

NEWSLETTER

Inscreva-se e receba nossas atualizações

    © 2026 - AEMFLO E CDL-SJ - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. DESENVOLVIDO E OTIMIZADO POR WEBi