5,9 mil casos de ameaça, 100 registros de estupro, 3,3 mil ocorrências de lesão corporal e oito feminicídios nos dois primeiros meses de 2026. Os números contrastam com indicadores positivos de Santa Catarina em emprego e renda e reforçam a necessidade de ações estruturadas.
Por conta desta realidade, a FACISC criou a Campanha Aqui Não, a AEMFLO e CDL de São José aderiram, nesta quarta-feira, 8/4, à campanha Aqui Não, que foi apresentada à diretoria pelo vice-presidente da Facisc, César Smielewski.
O movimento de enfrentamento à violência contra a mulher é uma iniciativa do Sistema FACISC, em parceria com o Ministério Público de Santa Catarina, o Governo do Estado e o projeto Antonietas, da NSC.
A presidente da AEMFLO e CDL São José, Cintia Pieri, destacou a importância da adesão. “Como presidente e como mulher, entendo que era necessário aderir ao movimento. A campanha traz o tema para o debate e ajuda a romper o silêncio que ainda existe. As entidades têm papel relevante na disseminação de informação e na mobilização da sociedade.”
O vice-presidente da Facisc, César Smielewski, explicou que a proposta é levar informação de forma direta ao ambiente empresarial e às comunidades.
“Nosso objetivo é fortalecer a cultura de integridade nas empresas e associações empresariais, com uma mensagem acessível para empresários, colaboradores e a comunidade. Ainda existe silêncio sobre o tema, e isso precisa mudar”, afirmou.
Smielewski também ressaltou o papel das entidades na disseminação do conteúdo. “Temos uma rede estruturada em todo o estado. Essa informação precisa chegar ao maior número de pessoas.”
O vice-presidente de Relações Institucionais da CDL São José, Diogo Bez Fontana, destacou a importância de levar o tema também ao comércio. Já a diretora de Educação e Desenvolvimento da AEMFLO e CDL/SJ, Daiana Gubert, apontou a necessidade de ampliar o acesso à educação financeira como ferramenta de autonomia para mulheres em situação de vulnerabilidade.